Um Pai para o Carmelo
Festa 17 de Setembro
“Santo Alberto, Pastor e legislador
ouve, benigno, teus filhos.
Pai e Pastor piedoso
são títulos que te dão
na Ordem que, agora célebre,
dás sábia legislação.
Cumula-nos tu de frutos
de tão grande santidade
que contigo, nós possamos
louvar para sempre a Trindade.
Numa só voz o celebramos hoje,
com gratidão.
Ele nos firme, agora, pois, guiado
do Santo Espírito espargiu fulgores
com que as campinas férteis do Carmelo
germinem flores.
Glória e e poder demos a Deus somente
e, deste pai tão grande, ouvindo a prece,
nos encaminhe ao céu, àquela vida
que permanece”.
(Oficio Divino)
Oremos
Ó Deus, que por intermédio de Santo Alberto nos destes uma forma de vida evangélica, para conseguirmos de modo perfeito a
caridade, concedei-nos que, por sua intercessão, vivamos consagrados a Jesus Cristo e sejamos fiéis em servi-lo até a morte.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espirito Santo. Amém!
Santo Alberto nasceu na Itália, por volta do ano 1149. Entrou para os cónegos regulares de Santa Cruz, vindo a ser Prior Geral da Congregação. Foi depois bispo de Bobbio e Vercelli.
A sua fama de santo tornava-o querido aos olhos dos Papas, imperadores, reis, bispos e de todo o povo, que o venerava como santo que tinha o dom de estabelecer a paz entre os desavindos.
Por morte do Patriarca de Jerusalém, foram unânimes os bispos, príncipes e o povo, em escolher para bispo de Jerusalém S. Alberto. O Papa teve que insistir muito para que aceitasse este cargo, que mais do que honra, era carga pesada, devido às dificuldades de toda a espécie, em que se encontrava o reino de Jerusalém.
Embarcou para a Terra Santa no ano 1205, sendo o seu Patriarca de 1206 a 1214. Chegado à Terra Santa, fixou residência na vertente do Monte Carmelo.
Brocardo, então prior dos carmelitas, pediu ao Patriarca Alberto que lhes desse uma norma de vida. De bom grado S. Alberto a escreveu, tornando-se assim no Legislador da nossa Ordem. Por isso, e apesar de não ter sido carmelita, a Ordem do Carmo o representa nas suas imagens vestido de carmelita e com a Regra na mão.
Nas suas dificuldades encontrou consolação e coragem junto dos carmelitas, seus amigos, de que foi sempre admirador e protetor.
A Regra começa assim: «Aos amados filhos que moram perto da fonte de Elias, no Monte do Carmo…»
Quando, no dia 14 de Setembro de 1214, presidia em S. João de Acre, aos pés do Carmelo, à procissão da Exaltação da Santa Cruz, foi barbaramente assassinado, morrendo vítima do ódio este santo homem que passou a vida amando e fazendo a paz.