Em 10 de Janeiro de 1889, Santa Teresinha faz sua Tomada de Hábito no Carmelo de Lisieux. Nome: Teresa do Menino Jesus; mais tarde acrescenta ‘da Santa Face’.

Fotografia tirada também pelo padre Gombault, do Petit Séminaire, autorizado naquele dia a entrar no recinto para dar parecer técnico sobre uma instalação: “Monsenhor havia dado permissão para que ele viesse com o empreiteiro visitar a velha casa” . Cf. carta de Ir. Agnès de Jésus no final de 1889 para Céline e Léonie. data: Janeiro de 1889, poucos dias depois de Thérèse tomar o hábito. lugar:calvário do pátio, de volta à capela
“Contra todas as esperanças, nosso querido pai recuperou-se de seu segundo ataque e o Senhor Bispo marcou a cerimônia para 10 de janeiro. A espera foi longa, mas também, que bela festa!… Não faltou nada, nada, nem mesmo a neve. .. Não sei se já te contei do meu amor pela neve?… Quando criança sua brancura me encantava, um dos maiores prazeres era caminhar sob os flocos de neve. De onde me vem esse gosto pela neve?… Talvez por ser uma florzinha de inverno, o primeiro ornato com que meus olhos de criança viram a natureza adornada tenha sido seu manto branco… Enfim, sempre desejei que no dia de tomar o minha Tomada de hábito a natureza estaria enfeitada de branco como eu. Na véspera deste belo dia, olhava tristemente o Céu cinzento de onde uma chuva fina escapava de vez em quando e a temperatura estava tão amena que eu não esperava mais neve. Na manhã seguinte, o Céu não havia mudado, no entanto a festa foi encantadora e a mais linda, a mais formosa flor era o meu querido Rei. Jamais ele se mostrara tão belo e tão digno… Causou admiração em todos. Aquele dia foi o seu triunfo, sua última festa aqui na terra.”
História de uma alma (Manuscrito A) *Tomada de hábito – O triunfo do meu Rei

“Depois de ter abraçado pela última vez meu querido Rei, entrei na clausura. A primeira coisa que vi sob o claustro foi “meu Menino Jesus cor de rosa” sorrindo para mim no meio de flores e luzes e logo em seguida meu olhar sobre os flocos de neve… o pátio era branco como eu. Que delicadeza de Jesus! Antecipando os desejos de sua noivinha, ele deu a ela neve… Neve, que ser mortal, por mais poderoso que fosse, seria capaz de fazê-la cair do Céu para agradar sua amada?…..Talvez as pessoas do mundo se fizessem esta pergunta, o que é certo é que a neve de minha Tomada de Hábito pareceu-lhes um um pequeno milagre e toda a cidade admirou-se. Acharam que eu tinha um gosto esquisito por gostar de neve… Tanto melhor! Isso fez sobressair ainda mais a incompreensível condescendência do Esposo das Virgens, daquele que ama os lírios brancos como a neve.”
História de uma alma





